Sempre que perdemos um amigo, principalmente um animal, colocamos aqui um post de homenagem. Relembramos os imensos momentos felizes que partilhámos com eles e deixamos a nossa eterna saudade, que terminará no dia em que o céu da boca arrefecer. Eu também já o fiz e, provavelmente, continuarei a fazê-lo. No outro dia, quando ia na Av. da República em direcção da casa da minha mãe, aconteceu-me algo estranho e pouco comum ao nível dos meus sentimentos para com outros seres. Não era um ser senciente que reclamava atenção, pois se o fosse talvez conseguisse bem mais. A minha e de todos aqueles que vão passando. Era uma senhora com os seus setenta e muitos anos, acho eu, que em voz alta sentada nas escadas dum banco, ironia do destino, pedia ajuda, carinho, atenção ao seu sofrimento. Como animal abandonado que espera de volta quem o abandonou. Todos nós. A cidade passa e eu também passei, mas enquanto tudo andava, porque o mundo é feito de movimento, e...